Louis Roederer: O champanhe mais admirado do mundo continua a chamar-se Louis Roederer
Há distinções que surgem uma vez e ficam como memória. E há outras que se repetem com tal consistência que acabam por definir uma marca.
No universo do Champanhe, poucas histórias ilustram isso de forma tão clara como a da Louis Roederer.
Pelo sétimo ano consecutivo, a histórica Maison de Reims foi eleita “World’s Most Admired Champagne Brand” pela revista especializada Drinks International — uma distinção atribuída após votação de um painel internacional composto por sommeliers, compradores de vinho, importadores, Masters of Wine, jornalistas e críticos do sector.
Num universo onde tradição, prestígio e inovação convivem lado a lado, repetir este reconhecimento durante tantos anos consecutivos é mais do que um prémio. É um sinal claro de consistência.
Um reconhecimento que confirma um estilo
Segundo o júri responsável pela classificação anual das 40 marcas de Champanhe mais admiradas do mundo, a distinção atribuída à Louis Roederer resulta, para lá da qualidade premium, inequívoca e intrínseca dos champanhes produzidos, da excelência consistente mostrada ao longo dos anos, do compromisso profundo com uma viticultura sustentável e de um savoir-faire transmitido de geração em geração.
A distinção ganha ainda mais peso num momento simbólico para a Louis Roederer: os 250 anos da sua fundação.
Para quem acompanha o mundo do vinho, a liderança da Roederer nesta lista não é propriamente uma surpresa. O jornalista de vinhos Giles Fallowfield, responsável pela compilação anual do ranking, sublinha que a Louis Roederer lidera repetidamente esta classificação e venceu oito das doze edições desde que o relatório começou a ser publicado — um feito raro no universo do Champanhe.
Uma Maison que continua a pensar como viticultor
Fundada em 1776 e ainda hoje detida pela mesma família, a Louis Roederer pertence ao grupo restrito das grandes casas de Champanhe que continuam independentes e familiares.
Foi em 1841 que Louis Roederer tomou uma decisão que viria a marcar profundamente a identidade da casa: começar a adquirir vinhas próprias para controlar cada etapa da produção. Uma visão pioneira para a época.
Hoje, a Louis Roederer possui cerca de 250 hectares de vinhas nos melhores terroirs da região — incluindo Grands Crus e Premiers Crus da Montagne de Reims, Côte des Blancs e Vallée de la Marne — sendo que 135 hectares já estão certificados em modo biológico.
Mais do que uma estratégia agrícola, trata-se de uma filosofia: o grande vinho nasce do diálogo entre terra, tempo e pessoas.
Champanhe que procura emoção
Para Frédéric Rouzaud, actual CEO da Louis Roederer, o reconhecimento internacional é sobretudo um incentivo a continuar o caminho iniciado há quase dois séculos e meio.
A ambição da Louis Roederer continua a ser simples e ambiciosa ao mesmo tempo: criar champanhes capazes de emocionar, revelando o carácter do terroir e o trabalho humano que lhes dá forma.
Esse espírito mantém-se vivo graças à equipa técnica liderada por Jean-Baptiste Lécaillon, responsável por preservar o estilo da casa enquanto explora novas formas de expressão do Champanhe.
Um nome incontornável quando se fala de Champanhe
Num mercado onde surgem continuamente novos produtores, novos estilos e novas interpretações da região, poucos nomes conseguem manter uma reputação tão sólida ao longo de décadas.
A repetição deste título não é apenas um troféu numa estante. É um sinal de algo mais profundo: um Champanhe que continua a convencer especialistas, sommeliers e apaixonados pelo mundo inteiro.
E quando uma casa consegue ser admirada sete anos seguidos — num universo tão exigente como o Champanhe — talvez isso diga tudo o que há para dizer.
